sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
a viida.
eu quase nunca falo sobre a minha vida, nem sobre o que eu faço, talvez escrevo algumas coisas pelo meu estado de espírito. Mas hoje tenho que relatar a vocês, pra quem não sabe sou aluna do primeiro período de terapia ocupacional na ufrj e professor de antropologia propôs uma aula diferente, uma aula no museu do inconsciente, que é agora conhecido como espaço Nise da Silveira, a pioneira das técnicas no Brasil. O que mais me impressionou é que doentes mentais fossem acima de tudo muito criativos. Eles não usavam só cores como o preto e os tons escuros. Não, eles usam e abusam das cores e tonalidades. Cada tela remetia o momento que cada paciente estava vivendo, e nessas pinturas me fascinei com os desenhos místicos, como podem pessoas que não tiveram acesso a cultura e aos estudos podem ter desenhos como o deuses da mitologia? Como pessoas tão carentes podiam ter toda aquela habilidade do desenho da obra ser rica em detalhes e significados? Questões que ainda me faço por não conhecer o inconsciente, algo distante da realidade. Será isso fantasia? talvez, ou até mesmo imaginação. Mas o que me intriga, teriam esses pacientes memória de ancestrais? Bom, não sei muito bem sobre isso mas queria que soubessem que conviver com pessoas com esses problemas, com essas confusões é magnífico. Trabalhar o inconsciente de pessoas que vivem com isso tão perto do que é real, e ao mesmo tempo tão adiversa à nossa própria mente. Enfim, queria mesmo compartilhar com vocês meus leitores que essa é uma realidade bem mais comum que imaginamos, bem mais abrangente do que achamos que conhecemos. Enfim, nunca pense que um 'louco' é realmente 'louco', porque não sabemos o o que é ser normal, só sabemos que a sociedade nos impõem mil maneiras de ser e que vc tem que seguir padrões, e se você não segue isso acaba perdendo o sentido de viver. E por que não nós os loucos de viver sobre um padrão e eles os normais por segurem os próprios?
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